Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESTÁGIO PARA APOSENTADA (III)

Cursos, treinamentos, dias de campo ou acompanhamento de jornalistas me levaram muitas vezes a passar dias e até semanas nos mais longínquos rincões amazônicos. Muitos se perderam na lembrança, mas outros permanecem nítidos desafiando as décadas que me separam dessas datas.
Lembro de um em especial em Rio Branco, Acre. Um treinamento intensivo em difusão e transferência de tecnologia. Pessoas de unidades distantes enclausuradas em um prédio distante da capital. O primeiro grande impasse deu-se com a minha presença. Uma mulher no grupo ? ninguém cogitara essa hipótese e os quartos já estavam todos ocupados por camas beliches e não tinha como eu ficar em um sozinha. Sem problema: dividi, durante uns 10 dias, o mesmo quarto com o Damásio Coutinho Filho (difusor dos mais antigos da Amazônia, boa praça, boêmio nato, falecido há cerca de três anos), Jonacir Corteletti (um capixaba que trocou a Emater-Pará pela Embrapa anos depois. Amigo querido que morreu após sofrer queimaduras graves em casa, quando morava emCastanhal), Wankes (extensionista da Emater) e um jovem pesquisador que não ficou muito tempo em Belém, o Aderson, que acredito está no Piauí. Uma farra, uma experiência maluca, de respeito, amizade, companheirismo, vontade de crescer, de fazer o melhor, de sermos os pioneiros na nova visão que a difusão começava a ter na Embrapa. Uma valorização há muito esperada, mas que caminhava lentamente. Passo à frente e outros de volta ao ponto de partida, mas que levaram ao amadurecimento do que hoje se pratica na Empresa. Ficamos todos juntos nesse mesmo quarto e ao final só boas recordações !
Como um filme que passa e repassa momentos vão e veem, situações relevantes outras nem tanto tornam essa despedida mais uma. Aposentadoria tem cheiro de morte. Um jeito sutil de dizer que já não servimos para continuar, que já cumprimos o tempo que tínhamos como profissionais ágeis, ativos, produtivos. Hora de deixar de ser... Ser tanta coisa, ser sob diferentes ângulos ...
A relação que muitos fazem com o crochê ou o pijama não encontra, porém, ressonância em minha vida. A decisão de deixar a Embrapa nada tem a ver com a idade ou com o fim de linha profissional. Encerro uma etapa, mas prossigo na vida, continuo como jornalista, revisora gramatical, profissional de comunicação. Só não terei mais a obrigação de estar durante oito horas em um local que já não me dava prazer.
Estou tendo uma oportunidade de me olhar como nunca fizera antes. Vejo-me com muitos anos ainda a serem vividos com permissão para sonhar, planejar, ousar, propor e ser ouvida e sem pressa !. Vislumbro dias que dormirei morta de cansada, mas feliz pelo resultado do que foi gerado por mim ou pela equipe a qual pertencerei, onde cumplicidade seja a tônica e a empresa (seja ela qual for!) seja respeitada.
Agora volto a Redenção. Década de 90, talvez. Uma grande equipe, um ônibus caquético cedido pelo Governo do Estado, calorento, cadeiras desconfortáveis e a participação da Embrapa em uma grande feira/exposição agropecuária. Lembro bem do Emeleocípio e Altevir. Programa cansativo demais e de pouca valorização dos que pesquisam e entendem (ou fazem tudo pra isso!) o que se passa na agricultura amazônica e suas repercussões na região como um todo.
Hospedagem, alimentação, transporte tudo por conta da Prefeitura e do Estado. Pouco prestígio se comparado aos ilustres políticos ou dirigentes de empresas públicas. Para mim um grande impacto ver o quanto respeitam pouco, o quanto minimizam aqueles que dedicam grande parte de suas vidas a estudar, que abrem mão do glamour, das mordomias e optam pelos laboratórios, pelos livros, pelas mudanças de cidade, de Estado ed País em nome do aproprimoramento.
Choquei !!

4 comentários:

Anônimo disse...

Pois é!Foi um belo caso de amor e troca,e os anos de Embrapa te deram além de toda bagagem profissional,também deram visibilidade que agora juntando com teus méritos te proporcionarão outros prazeres.Pelo trabalho contruistes uma bela familia,fostes e és exemplo de dedicação,estudo,persistência mostrando pra filhos e sobrinhos que estudar é gostoso e os frutos virão de certo.Verá quem tiver olhos pra ver!!!!Esses dois últimos anos de acontecimentos marcantes mostraram um outro caminho,caminho nunca pensado acho,outro caminho que so daqui ha alguns anos poderás avaliar.Que bom poder além de fazer o gosta(escrever)poder acompanhar mais de perto,pertinho mesmo,o Raul fazendo também o que gosta e a dedicação e determinação pros objetivos que ele traça pra vida,a Anaterra nos 14 anos cheia de planos ,plena na adolescencia,intensa,companheira,"safa".E vemos todos os dias que para o profissional competente,antenado,disposto sempre haverá lugar,que a cabeça comanda o corpo...É isso cunhada,ainda tem muito chão,sem pressa,na medida certa e no seu tempo.Como o Ruy diz:"-não quero saber onde é a praia,o negocio e fazer onda..." rsrsrsrsrsr

Fernando disse...

Eeee, menina! Bem-vinda à confraria dos aposentados. Ainda bem q leio este blog, no twitter ñ percebi o novo "estado civil". Te digo: embora trabalhasse muito feliz, com gente querida em volta e fazendo o q eu gosto, ñ tive nenhum problema neste primeiro ano de aposentado. Saí por minha vontade, ganhei festona de despedida. Tenho o dia todo ocupado, às vezes até meia noite. Agora que estou aprendendo a dormir até próximo das sete... afinal acordava às 5h30. Escrever td dia o blog http://pelasruasdebelem.zip.net é um exercício maravilhoso, exige pesquisa, busca de conhecimento, atenção à escrita, ao tempo que liberdade completa com esta, revisão. É mto bom. A internet é um desafio... para desligar. O twitter, então. Ñ terás do q reclamar. Eu, ñ quero saber de rotina. Só se um dia aparecer uma necessidade.
O corpo está mais cansado, sem dúvida. Mas ñ dou mta bola pra ele. A pressão tá ótima e pronto. Durante a semana manero, no finde, alopro, como se dizia, hehehe. Com responsa.
BEM-VINDA, de coração. Tamos de novo no mesmo barco.
Beijão, pra ti e pras "crianças".
fernando jares

Anônimo disse...

Querida, aposentadoria tem cheiro de recomeço, principalmente pra nossa geração que começou a trabalhar cedo e ainda permanece antenada e pronta para novas experiências, quer profissionais, pessoais, sexuais (rsrsrs). Estamos vivas e essa é a parte boa da história. Bjs
Iêda

freefun0616 disse...

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