Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos Namorados inusitado

Datas são sempre datas. Mesmo que sejam quase sempre comerciais, acabam permitindo que a gente grave com mais fidelidade o que vivenciamos nesse mesmo dia no ano anterior, no outro, no outro...e o Dia dos Namorados não é diferente. Uma data muito simbólica pra mim.
Gosto desse clima de surpresa, de presentear, de ficar na expectativa pelo presente que vai chegar. Mesmo casada durante anos, eu e o Manoel mantivemos por longos anos esse clima e nunca nem um ou outro ficou sem uma lembrancinha. Lembro da última, no ano passado, no Hospital AC Camargo. O Pedro, irmão dele, foi o encarregado de comprar o meu presente. Como o hospital fica no bairro da Liberdade, ganhei dois bonequinhos da sorte japoneses. Pequeninos, frágeis e bonitos. Estão na sala agora. Eu antecipei o meu. Dei a ele uma nécessaire com tesourinha, barbeador e outros apetrechos masculinos. Não pensara, ao comprar, que ele usaria no hospital, mas que seria muito útil nas viagens que estavam programadas dentro de sua nova função na Embrapa. Pela primeira vez iria exercer a profissão de engenheiro civil em sua plenitude. Não deu tempo...
Este tem sido o mês das grandes lembranças. Talvez dia 2 de agosto elas se reduzam. Há um ano eu e a Anaterra deixamos Belém em busca não sei exatamente do que. O que nos movia era apenas a necessidade de ficar ao lado do Manoel e de partir em busca de um tratamento mais digno e eficiente pra mim. Relembro cada situação. Da mais feliz (como a certeza de que a Déa, irmã dele, era doadora compatível) com as mais tristes, mais difíceis, mais dolorosas. O que mais me perturba é que sinto tudo isso como se estivesse tão longe, como se eu não fosse também a protagonista dessa história.
Hoje não há namorado, nem amante, nem marido. Só lembranças. Não apenas do Manoel, mas de todos os que foram importante em minha vida e que deixaram marcas profundas em um dia dos namorados qualquer há tantos anos.
Talvez um dia queira de novo me enamorar. Não é casar !! Não... isso não. A experiência foi boa, mas não quero repeti-la. O que me encanta é o apaixonar-se de fato. O frio na barriga no telefonema surpresa, o prazer de estar ao lado, passear, fazer planos com alguém que de fato te queira, o perder o olhar no vazio e ficar com aquela cara de bobo como se fosse o único ser do planeta a sentir esse aperto no peito e o suor nas mãos.
Não darei nem ganharei presentes (algo inusitado há mais de duas décadas). Mas talvez compre um belo casaco pra mim e me presenteie. Afinal, o frio aqui em São Carlos não para nunca e eu mereço !