Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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terça-feira, 1 de abril de 2008

Ufa !!!

Hoje finalmente consegui um pouco mais de tempo para escrever, desabafar, registrar, dividir esse meu novo mundo cheio de surpresas, mudanças e reflexões.
Os últimos dias foram pesados por diferentes motivos.
Primeiro comecei a encarar com seriedade a minha monografia que ao final me dará o título de especialista em comunicação institucional. Quero aproveitar esse período de afastamento da Embrapa para me dedicar a esse projeto que começou com uma proposta de trabalhar apenas o grupo de jornalistas que integra a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e agora já está sendo ampliado para mais dois: jornalistas dos principais jornais de Belém e Manaus e mais os assessores de imprensa de instituições de pesquisa que trabalham com manejo sustentável da floresta amazônica. Um trabalhão que me ocupará bastante, mas sei que será prazeroso.
Tem ainda a fase de elaboração de provas para as três disciplinas da FAZ e as idas ao Hospital Ophir Loyola para acertar os detalhes da radioterapia.
Mas foi a doença do Leonardo, o sobrinho com sabor de neto, filho do meu irmão Rulton, que me perturbou mais durante esses últimos dias. A gripe, depois uma febre alta até a constatação da pneumonia. Idas e vindas a dois hospitais, mas no último sábado o quadro exigiu um posicionamento mais firme e coube a mim (de novo !) assumir levá-lo a um hospital particular. Estava debilitado, visivelmente desidratado já que tudo o que comia não permanecia em seu estômago, sem disposição, sem fome. Horrível ! O Instituto Saúde da Criança foi o que escolhi pelas referências da época do Raul e da Anaterra e pela proximidade de nossas casas. De fato ele precisava de atenção especial. Nem mesmo suas pequeninas veias suportavam uma agulha para receber a medicação. Foi furado muitas vezes e sofreu um bocado.
Ficou sábado, domingo e saiu ontem cedo. Já com outra carinha. Brincando novamente, rindo, cheio de humor e tiradas que são suas marcas registradas. Alívio !
Mais tranqüila, agora aguardo o restante dos resultados dos exames refeitos em SP e a hora de voltar a praticar um esporte com mais seriedade, além das caminhadas. Afinal, o remédio que tomarei por cinco anos (à base de tamoxifeno) é uma bomba. Os primeiros dias foram quase insuportáveis: dor de cabeça, nos ossos, juntas, panturrilhas, pescoço, ombros, enjôos, secreção vaginal em grande quantidade, sumiço da menstruação, nervosismo, cabeça rodando. Li a bula e conversei com o meu clínico geral e essas reações, assim como outras que felizmente não senti, são normais. Segundo explicações técnicas elas deverão sumir à medida que meu organismo se acostumar. Quando isso acontecerá ? quis saber. Um mês, um ano ou cinco anos. Melhor aceitar e continuar a tomar a bomba que tem como principal objetivo impedir que um novo câncer atinja minha mama.
Valerá a pena !