Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Quase um mês

A sensação é de um longo período. Não apenas 27 dias. Tanta coisa aconteceu. Dores, curativos e mais curativos, visitas de tantos amigos, mensagens diversas, plenos novos e velhos e o tempo pareceu nem passar. Ainda não faz nem um mês que operei. Nem acredito !
Retornei às aulas, já uso sapatos altos, ando de ônibus, vou aqui e ali, shopping, restaurantes, feiras e supermercados e às vezes esqueço que isso é só mais uma fase. Felizmente uma fase que está indo bem, que teve pouquíssimos e solucionáveis contratempos.
Agora o foco se volta ao planejamento das quimios. Provavelmente na próxima semana devo ir ao oncologista que vai prescrever o tratamento. É tudo muito complexo. Cada caso é um caso. Cada informação levantada no tumor significa uma peculiaridade e essa espera é sempre uma angústia.
O câncer parece uma caixa de surpresa. Os médicos, por mais competentes que sejam não fazem afirmação, não dão garantias. Hoje os prognósticos são ótimos, o tratamento eficaz, mas amanhã é um outro dia e a doença uma incógnita. A simples colocação de um cateter pode significar complicações e uma quimio forte nenhum efeito colateral. Nada é previsível.
Enquanto esta nova etapa não chega, vou tentando não pensar demais, controlar a minha patologia de ansiedade antecipatória e esperar. As aulas à noite têm me ajudado muito. A presença dos filhos também, tem ainda o Leonardo, o Thomas, a Internet, as leituras e os amigos fisicamente próximos ou distantes.
Amanhã devo sair com a galera da Embrapa. Um peixinho frito no Bira’s Bar, muita conversa, muito riso e certamente muita saudade. No sábado tem a festa dos colandos da FAZ que derão meu nome à turma. Vou lá. Quero revê-los e agradecer, tardiamente, pela emocionante homenagem.
E assim os dias vão passando lentamente ...