Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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domingo, 16 de dezembro de 2007

A bucólica Mosqueiro

Ela já foi mais bucólica, mais calma, mais bonita, mais hospitaleira, mais rústica. Mas para mim continua linda e visiá-la é sempre revigorante.
Hoje renovei esse prazer : molhei meus pés nas águas escuras de suas praias e ratifiquei o quanto vale a pena viver, o quanto a natureza é bela e como somos insignificantes diante da sua rgandiosidade e sabedoria.
Mosqueiro, a ilha distante de Belém a cerca de 70km faz parta da minha história desde a infância quando ia com a tia Jorgete passar as férias de julho. Sem ponte, um caminho entre o mato e uma demorada travessia transformavam a viagem que hoje não passa de 1h15 minutos em duas, três, quatro horas. A outra opção era o navio - o Presidente Vargas. Uma festa a cada chegada no trapiche da Vila.
Outros verões vieram, inclusive com uma casa própria que os filhos bem criancinhas aproveitaram bastante. Nós também.
É revigorante desfrutar do muito que ela oferece. As tapioquinhas feitas na hora com café fresco, peixes frescos, camarão plastificado como diz o amigo Marcos Magalhães, ahh um mundo à parte. Diferente de todas as praias do mundo !! Água doce e ondas...
Gosto de olhar aquele rio que parece um mar, as ondas calmas (às vezes nem tanto !!), a areia escura e os vendedores de camarões, siris, raspa-raspa, picolés, roscas e outras guloseimas que desfilam pela orla.
Há muito queria ir. Desde que tive o diagnóstico do câncer algo me travava de tomar a decisão de beijá-la solenemente. Talvez receiasse não estar plena para sentir o que sinto sempre quando vou visitá-la ou ao voltar, sentir algo como uma despedida.
Temei me deprimir, sentir um gosto de perda, não ter o mesmo gosto.
Não.. fui e voltei muito bem.
Pisei na areia, molhei os pés, comi peixe no tucupi, me diverti com as brincadeiras (que mais parecem brigas) dos filhos, li jornal e peguei um sol entre nuvens, mas forte o suficiente para me deixar vemelha agora.
Vi sua água, senti seu vento em meu rosto, deliciei-me com sua chuva fina que me brindou molhando meu corpo suado, amenizando o calor e amentando o prazer do reencontro.
Fiz as pazes com a bucólico. Sem tristezas nem mágoas. Apenas uma promessa de retornar logo.