Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A volta ao Teatro

Não...não foi uma repetição sem sentido. A emoção novamente aflorou, agora mais serena, com menos novidade, permitindo observações que no dia anterior foram sufocadas pela plenitude da contemplação.
Eu, Manoel, Leonardo (de novo !!!), Rulton e Vanessa (colega de trabalho) ficamos na primeira filha, quase dentro do palco. Foi possível dessa vez me deliciar mais com as músicas do Chico. Primeiro as infantis (auuu iaa miau miauu cocorocó) e depois com Geni em espanhol (deduzo para que as freiras na platéia não ficassem tão chocadas com o "joga merda na Geni, joga bosta na Geni"), Meu Amor, O Malandro, Therezinha... A penumbra do teatro criava um ambiente propício a viagens, a devaneios.
Dessa vez a professora Auxiliadora (a faz-tudo : coreógrafa, cenógrafa, estilista etc etc) se superou.
Entre as dezenas de meninas, uma especial brilhava aos meus e aos outros olhos. Ela era a minha menina, já não tão menina !!!
O melhor de tudo é que por algumas horas simplesmente esqueci que em breve irei ao médico, que ele me avaliará, dirá com todas as letras o que acontecerá com o meu mês de dezembro, como está de fato meu fígado, meu peso, minha dieta tão rigorosa e que me afasta de quase tudo e de quase todos.
Nem lembrei ....
Cantei com a gata (Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres ...), com as galinhas, com o cachorro e depois com os amores do Chico, com os amores da vida. "O primeiro me chegou como quem vem do florista ... ou O meu amor tem um jeito manso que é só seu ...)
Não havia tempo para pensamentos malignos, para imagens grotescas, para pensar em remédios, para sofrer por antecipação ...
Nem lembrei dessas coisas ...
Ri de novo, cantei de novo, me senti viva como antes...