Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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domingo, 4 de novembro de 2007

Uma leve amnésia ...

Em dias como esse, de grande movimentação, chego a esquecer que estou em tratamento. Pouca coisa dói. A aparência é a mesma. O cabelo está como sempre (só mais curto), as roupas são as mesmas (as poucos ficando frouxas)e a rotina parece inalterável. Sei que não é real. Não estou de férias como algumas vezes chego a me iludir. A proximidade que tenho com os filhos, tão rara no cotidiano corrido entre aulas, jornalismo e os afazeres domésticos, me conduz às deliciosas férias que temos passado juntos. Ouro Preto, Santarém, Fortaleza,Brasília semanas inteiras de grande convivência exatamente como agora. Só que preciso acordar.
Este momento é de tratamento, de fortalecimento do fígado. Ontem senti pela primeira vez o quanto é difícil resistir. Aniversário do meu sobrinho Rultinho, pizzas, bolos, coca e eu tomando chá de canela com leite de cabra. Fiquei arrasada. Mas já passou.
Na sexta-feira, feriado de Finados, fomos à Estação das Docas. A Anaterra e Leonardo (o sobrinho mais novinho) se deliciaram com o grupo do Cata Lendas. Ontem, sábado, pela manhã Ver-o-Peso pra comprar peixe fresco. Mais uma vez o divertido Leonardo nos acompanhou. À tarde shopping Castanheira e à noite o aniversário. Hoje um almoço barulhento em família e alguns amigos. Peixe (tainha) na brasa, salada, baião-de-dois e muita conversa, música (só samba, rock, nada de música triste !).
Uma leve amnésia toma conta de mim. Tenho dormido sem pensar na doença (ou doenças ?), sem me lastimar por estar adiando tanto a cirurgia. Não tenho sofrido antecipadamente nem viajado em cenas dramáticas.
Preciso viver intensamente cada dia e com a felicidade me rondando.
Quero me abastecer para encarar os dias difícies que estão por vir ...