Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Recomeçando os exames

Amanhã cedo farei o primeiro exame que dirá se todo o esforço e medicações que estou tomando estão sendo eficientes. Uma ultrassonografia do fígado apontará se houve ou não redução da esteatose e indicará aos médicos os próximos procedimentos. Espero que sim. Que ele tenha rejuvenescido.
Há cerca de 20 dias minha vida sofreu uma mudança muito brusca, principalmente alimentar. O café da manhã, a única refeição mais farta, não inclui leite de gado, pão, torrada ou sucos. Prioritariamente são frutas in natura, queijo branco, iogurte natural com gotas de limão, leite de cabra e café com açúcar mascavo. No almoço tudo muito moderado. Peixe (preferencialmente, frango ou carne vermelha magra, um pouquinho de arroz ou batata, legumes no vapor e nada de farinha ou grãos. Lanche ? se é que se pode chamar de tal: uma fruta ou chá. Jantar: frutas ou uma sopa de legumes e acabou pelo dia. Comida de novo só no dia seguinte. Às vezes, para consegui dormir, tomo um mingau (de tapioca ou de maisena pode !!!)ou um chá com leite de cabra. Já sonhei com um churrasquinho de porco do "seu" Zeca, da Primeiro de Dezembro, devidamente acompanhando de uma Cerpa bem gelada. Só sonho ...
Mas sei que preciso ser disciplinada. Meu fígafo combalido dos exageros de décadas, está pedindo socorro e dando-me uma nova chance. Terá que estar forte para enfrentar as quimios, radio e um montão de medicamentos que ainda não aprendi o nome, mas que já li a respeito e sei bem dos efeitos colaterais.
Um fígado que já tinha dado aviso, mas que preferi, em nome das orgias etilícas e gastronômicas, ignorar. Agora dependo dele, estou na mão desse órgão meio tímido, que raramente se manifesta, embora seja quase sempre acusado, erroneamente, por qualquer mal estar.
A fase atual, quase de normalidade, amanhã será de novo quebrada. Só não será de todo porque à noite, à convite de colegas da Unama, vou ministrar uma palestra sobre jornalismo científico dentro de uma abordagem do relacionamento jornalistas / cientistas. Assuntos que me apaixonam, que me ocupam a mente e que reduzem o tempo para viajar em temas menos prazerosos como a morte, as dores, as complicações, o medo, os remédios, os novos exames, o hospital, a cirurgia....
E os dias vão passando ...