Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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sábado, 20 de outubro de 2007

As melhores terapias

Voltei à terapia. Preciso falar, ouvir especialista, entender minhas reações, me conhecer também neste momento. Sinto-me bem, saio mais leve, falo para alguém que está ali só para me escutar e que a partir de seus conhecimentos profissionais ajuda-me a dar um rumo aos pensamentos.
Mas nesses últimos dias, as duas melhores terapias têm sido o Leonardo (o filho do meu irmão Rulton, de apenas dois anos) e os meus alunos.
O Leonardo é falante, brincalhão, curioso e adora passear no "kaodotiumanel". Tenho alugado a criança. Vou como uma avó faceira, ao Bosque, Museu, parque de Nazaré (o arraial), à praça da República, a de Batista Campos, Ver-0-Peso, supermercados, shopping ou simplesmente ficamos em casa. Hoje é dia de passar o dia com ele.
Dia de ser mais feliz.
A terapia com alunos é diferente. São mais de 50 pessoas em uma sala, barulho e que muitas vezes me obriga a gritar. Aulas de Assessoria de Imprensa e Imagem Organizacional. Disciplinas que permitem viajar, levar exemplos, pedir experiências e tornar as aulas participativas, dinâmicas.
Fiz um acordo com a faculdade para correr com o conteúdo programático e ministrar o máximo de aulas possíveis. Não criar problemas sobretudo para eles que precisam se formar. Às quintas e sextas-feiras fico com eles das 18:40 às 22:30h, ininterruptamente. Saio cansada, mas sem pensar no câncer, no fígado, nos exames e tudo mais que se relaciona com o meu futuro próximo.
Na última quinta-feira, no momento do pequeno intervalo, eles se deram as mãos e rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria pedindo pela minha cura.
Segurei as lágrimas, mas fiquei agradecida, emocionada, confiante.
Feliz !
Doces terapias que não incluem divã, mas que me fazem a ver a vida com mais beleza e certezas.

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