Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Felicidade via Paraná

Viajar sempre foi para mim uma dádiva, um santo milagre para quase todos os males. Mesmo quando tinha pânico de avião. Agora que convivo amigavelmente com o barulho das turbinas, com as turbulências e decolagens, conhecer ou rever lugares tornou-se bem mais prazeroso. É assim que me sinto hoje depois de seis dias no Paraná. Duas experiências profissionais únicas aliadas ao êxtase de conhecer um pouco do Sul do País.
Primeiro foi Maringá (dez horas de ônibus de São Carlos) onde fiz a palestra de abertura da XI SIECOM - Semana Integrada de Estudos da Comunicação falando sobre Jornalismo Ambiental. Não me considero uma especialista no assunto, mas argumentei, desde o primeiro contato essa deficiência aos organizadores, mas o professor Marcos Silva insistiu, disse que gostaria que eu fosse e assim aconteceu.
Sempre acreditei que jornalismo ambiental é muito mais do que escrever sobre meio ambiente, é uma escolha de vida, é olhar o mundo de uma forma diferente. É ainda se indignar. Os que têm sensibilidade, os que de fato se preocupam com os outros, com o planeta podem ter até a mesma pauta que outros jornalistas, mas jamais ela será desenvolvida do mesmo jeito.
Foi uma oportunidade rara de falar da Amazônia, de apresentar para aqueles jovens paranaenses um pouco do meu mundo paraense. Mas a ênfase maior eu dei ao trabalho do Lúcio Flávio Pinto, o jornalista que é conhecido e reconhecido em tantos outros países, mas que ainda é desconhecido por muitos colegas brasileiros e principalmente pelos futuros jornalistas. Comentei sobre a sua saga, perseguições, dificuldade para continuar vivendo do jornalismo e para o jornalismo, seu idealismo e senti que impactei os que estavam no auditório. Estava falando de alguém que conheço, admiro, que ainda vive e que talvez só se torne famoso após a sua morte.
Ali me senti em casa, independente do nervosismo inicial. Não dei aula, não trabalhei conceitos ou teses, apenas falei da minha experiência na Embrapa em Belém, do meu ponto de vista sobre o que está acontecendo na minha região e sobretudo sobre o incômodo de constatar que para nós, amazônidas, cruzar com velhos caminhões abarrotados de toras de árvores seculares ou encontrar na praia um boto sem olho já não nos abala. Estamos nos tornando cúmplices silenciosos.
Os olhares, as perguntas e o assédio após o bate-papo indicaram que o caminho que escolhi foi o mais adequado. Muita curiosidade entre os participantes e a deliciosa sensação de que pude, mesmo tão rápido e humildemente, provocar uma reflexão e, com certeza, aumentar as buscas no Google sobre o Lúcio Flávio, o Pará e as mazelas amazônicas.
Depois de Maringá outra longa viagem agora para Curitiba. Na rodoviária a gentil e carinhosa Kátia Pichelli, jornalista da Embrapa Florestas, responsável por toda essa articulação. De novo um público de pesquisadores se reúne para me ouvir, para discutir mais atentamente a relação pesquisa e comunicação.
Uma palestra similar àquela apresentada em outras regiões. Privilégio de já ter falado para os atuam na Amazônia (PA, RO e AC), no Sudeste (Rio de Janeiro e São Carlos) e agora, pela primeira vez, no Sul. Oportunidade única de conhecer Unidades da Embrapa tão diferentes, de ver in loco a grande diversidade, comparar cenários, infra-estrutura. Cresci mais um pouco como pessoa e como empregada da Embrapa.
Trabalho extenuante, sobretudo no período pré-evento, mas também uma boa dose de lazer. Ciceroneada pela Kátia, eu e a Anaterra (que me acompanhou) pudemos conhecer recantos lindos, sabores únicos, pessoas (como a sua família) que trouxeram de volta a vontade de viver, de ser feliz, de sorrir.
Um retrocesso nos sentimentos ruins que estavam me acompanhando mais recentemente. Ao mesmo tempo em que me defronto e me choco com pessoas insensíveis, perturbadas e egoístas, também vou descobrindo belezas visíveis e invisíveis que me equilibram e me dão novo ânimo.
Sinto-me cansada, mas feliz. Muito feliz.

3 comentários:

fernando jares disse...

Ruth,
parabéns, menina. Com a experiência e o conhecimento (prático e acadêmico) que tens, mais as oportunidades aí de baixo, vais ter mtas chances de reconhecimento. Tou orgulhoso: minha colega virando celebridade! Merecimento puro.
Sobre o post anterior, "A dor do crescimento", não abandona nunca a esperança, como já te escrevi no meu blog (pelasruasdebelem). Vai em frente, com fé em Deus e com o apoio materno de N. S. de Nazaré, nossa privilegiada intercessora junto a Cristo. Recebestes até um comentário de Jesus, que tem a Cruz no nome (não conheço, mas gostei do q ele escreveu): "vc tem a Deus, aquele Pai que não abandona os filhos, e amigos, sim...pq é nessas horas difíceis que o encontramos, mantenha a serenidade..."
Gde abç, amiga, tb para a Ana Terra e todos os demais que amas.
fj

Jesus Cruz disse...

É isso aí amiga!! v i v e r...ESTOU ORGULHOSA DE VOCÊ, pela jornalista que é, sensível, e principalmente pela paraense que sempre busca o Pará e a Amazônia. Li o comentário do Jares..nooossaaa...tou toda tod,kkk. Só diz pra ele que sou ela e não ele.
FELIZ SEMANA PRA VC, MÃE E FILHOTES.
bjs no seu coração!
Jesus Cruz
bhs

freefun0616 disse...

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