Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A semana decisiva

Acredito que nesta semana tudo tende a se resolver. Acabo de chegar do mastologista-oncologista que marcou inicialmente a cirurgia para o dia 7 de novembro. Dependo agora só do laudo do hepatologista/clínico geral, que é especial para todos pela sensibilidade, profissionalismo, competência e empatia com os pacientes.
Saí confiante. Até o fígado, tão combalido pelas cervejas, picanhas e maminhas parece estar bem. Nada de preocupante com ele. Deve ter sido um aviso mesmo ou um tempo que precisava para me acalmar, conviver com essa informação, com este novo cenário que viverei daqui pra frente.
Sem chopes, maniçobas ou vatapás. No máximo um tacacá vez ou outra. Mas conseguirei. Deixei de fumar há 15 anos por livre e espontânea vontade, sem tratamentos e muitas nóias. Apenas muita força de vontade. Terei que agir assim agora novamente. Quero viver mais alguns anos.
Estou querendo que a cirurgia aconteça logo, que eu fique sabendo definitivamente o que terei que fazer nos próximos meses. Essa expectativa e vida suspensa me angustia muito. Não fui feita para esperar.
Hoje deveria estar em Brasília junto com os profissionais de Comunicação da Embrapa. Acordei pensando neles, na programação, no que deixarei de aprender. Não abraçarei pessoas queridas que vejo tão pouco, mas que convivo muito. Bateu uma tristeza profunda, uma vontade de estar lá, de discutir, de tratar de nossas conquistas e desafios e ao final, exaustos, sair pra tomar um chope em uma quadra qualquer da capital federal.
Sei, contudo, que este momento é de eu me cuidar. Preciso ainda voltar com a cirurgiã plástica, ter consulta com o anestesista, ir ao Hospital tratar da internação e passar na analista para que a minha cabeça entre bem na sala de cirurgia. Junto com a retirada de material que ainda deve ter células cangerígenas e a pesquisa dos lifonodos sentinelas (que se Deus quiser serão todos negativados !), farei a reconstrução da mama. A cirurgia mais delicada e demorada. Mas necessária. No mínimo sairei com seios mais sedutores e livres do câncer.