Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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sábado, 6 de outubro de 2007

A primeira vitória

Desde o momento em que o médico falou que precisava fazer a pesquisa de metástase fiquei em pânico. Achava que o câncer de mama já era por si só demais arrasador, mas descobrir em outros lugares ? Ahhh não ...
Fumei durante 20 anos, sempre tomei cerveja abundantemente, comi demais e a saúde em nome de muitas coisas - inclusive da preguiça - ficou sempre em segundo plano. Um fígado frágil, uma garganta e pulmões agredidos e o medo a me perseguir. Os exames complexos e detalhistas me perturbaram muito. Cada um, uma prece, um susto.
Hoje tive aula o dia inteiro na pós. Último o módulo. Precisava conclui-lo, mesmo que presente quase só fisicamente. E por volta do meio-dia, recebo de um Manoel emocionado, àquela hora à frente da pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré da Capela do Colégio Gentil Bittencourt, a aguardada notícia : o montão de exames detectou apenas uma artrose no joelho esquerdo. Chorei de alegria, de alívio e dividi com os colegas da pequena turma de Comunicação Institucional na Amazônia/Mercado o grande momento. Palmas, gritos e muitos "que bom ...que bom" tornaram a aula inesquecível.
Hoje sei porque fui fazer aquele curso depois de tantos anos de formada pela UFPa. Era com eles que eu tinha que dividir esse momento. Lágrimas nos olhos de algumas, abraços apertados de outros e a contagiante esperança que a vitória está perto.
A primeira já aconteceu.
Obrigada meus queridos.
Obrigada também a todos os que têm se manifestado aqui.
Cada linha é um abraço, um afago, um colo.
Tudo o que estou precisando...