Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Mais Círio

Enquanto no País inteiro se comemora o Dia de Nossa Senhora Aparecida, em Belém tudo gira em torno do Círio. São tantas as programações que fica difícil acompanhá-las. Hoje ela deixou a Basílica-Santuário e de carro, acompanhanda por muito fiéis motorizados, seguiu rumo aos municípios de Ananindeua e Marituba, na área metropolitana de Belém, onde passará a noite. Sempre que posso (nem sempre é feriado!), vejo a passagem de algum canto da cidade. E sempre me emociono.
Hoje não foi diferente. Fomos Anaterra, mamãe e Manoel(o Raul estava em aula de reforço para o vestibular) e ver de um local muito especial. A parada que é feita em frente ao Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento de câncer. Talvez algo mórbido ou simplesmente o desejo de não fugir de uma realidade que agora se aproxima. Fui dividir minha angústia, medo e fé, mesmo que silenciosamente, com pessoas que estão mais doentes do que eu. Em um estágio mais avançado, quase todas oriundas do interior do Estado.
Chorei (tenho feito muito isso ultimamente...) ao ver crianças sem cabelos, pálidas, esquálidas. Algumas de tão frágeis nem perceberam a movimentação. Homens idosos, jovens, mulheres ainda quase crianças outras mais velhas. No rosto a dor, mas as lágrimas eram de esperança. A Imagem desceu da berlinda e o arcebispo, D. Orani, a conduziu bem próximo dos pacientes do Hospital. Eu chorei mais e depois abraçada ao Manoel. Rezei muito, pedi mais ainda (por mim e por todos eles) e sei que assim será a cada encontro que ainda terei nesses próximos dias com a NAZA.
Depois, lágrimas secas e coração sereno, nos encontramos com o Raul, fomos almoçar no restaurante do Parque da Residência. Filhote na chapa, saladas, suco e um brilho diferente no olhar.
Um brilho de alegria, esperança, fé ...