Quem sou eu

Belém/Ribeirão Preto, Brazil
Amazônida jornalista, belemense papa-xibé. Mãe, filha, amiga... Que escreve sobre tudo e todos há décadas. Com lid ou sem lid e que insiste em aprender mais e mais... infinitamente... Até a morte

Aos que me visitam

Sintam-se em casa. Sentem no sofá, no chão ou nessa cadeira aí. Ouçam a música que quiser, comam o que tiver e bebam o que puderem.
Entrem...
Isso aqui está se transformando em um pedaço de mim que divido com cada um de vocês.
Antes de sair me dê um abraço, um afago e me permita um beijo.

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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Otimismo renovado

- Mas você tem muita sorte ! A frase do médico (o clínico geral que só atende particular e que é encarado como um grande pesquisador, antenado, visão holística e tudo mais) resume o que foi a nossa conversa. A sorte, na avaliação dele é ter descoberto um câncer em um preventivo e do tamanho do nódulo "que eu tinha".
Isso mesmo: tinha ! pois tudo o que virá a partir de agora será prevenção.
Bem.. quanto ao fígado, novos exames, novas pesquisas, mas ele acredita ser tudo superável. Provavelmente uma hepatite gordurosa.
Há alguns dias sonhei com o Elias Pinto Filho (O Eliaszinho), um jornalista/escritor dos bons e amigo de muitas décadas (tem depoimento dele aqui) que, tentando me consolar, dizia que eu deveria avaliar de outra forma esse problema no fígado detectado antes da cirurgia. A interpretação dele é que este momento está me servindo para pesquisar um órgão que dificilmente seria avaliado com muita profundidade se o câncer não tivesse aparecido.
Acho que ele tem razão ! Mesmo em sonho, ele é sábio demais !
Esta deve estar sendo a minha segunda chance. Uma nova oportunidade para rever quase tudo. Renascer. Da alimentação às amizades, do trabalho exagerado à fé, da prática de esportes à família, dos filhos à obesidade.
Tudo de cabeça pra baixo esperando ser rearrumado. Uma oportunidade única.
A Rosaly Brito, professora da UFPA e que, embora não tão próxima fisicamente, está na minha vida há muitos anos, tem sido uma conselheira que me conforta. O que ela viveu há seis anos lhe dá essa permissão. Hoje, ela e o médico, me fizeram achar que de fato isso tudo é só uma fase. Um momento para perceber que o mundo é maior do que eu imaginava e que a vida é mais longa do que eu pensava.
Mais tarde vou à analista e depois tomar um suco de bacuri com a Ieda Jucá na Estação das Docas.
Tim-tim !
Em tempo : amanhã tem mais exames....
Que venhakm !!!